Exit

A maioria de nós conhece a sensação única de confusão que experimentamos quando, diante de muitas opções, precisamos agir e escolher um produto. Se ter a possibilidade de escolher o que nos atende melhor é algo positivo, porque então a variedade acaba nos atrapalhando? É possível aprender a navegar no oceano de produtos que temos disponíveis na Internet hoje?

Certamente podemos dizer que o fato de, atualmente, o consumidor ter opções (quase) infinitas é vantajoso para ele. A chance de encontrar um produto para uma necessidade ou ocasião específico é maior e assim nos sentimos mais livres e melhor atendidos. Porém, existe um ponto em que uma grande variedade se torna negativa e nós passamos a nos sentir infelizes e confusos. Como já dizia a máxima popular: “Um é pouco, dois é bom, três é demais”.

Segundo o livro “The Paradox of choice“, do psicólogo norte-americano Barry Schwarz, quando o número de opções aumenta muito, surgem desvantagens para os consumidores. O primeiro sintoma é a paralisia, que sentimos ao invés da esperada liberdade. Quantas vezes simplesmente desistimos de comprar algo porque só o fato de escolher já parecia uma tarefa difícil demais? Ou em quantas outras nos contentamos com a opção mais prática ou sugerida por outros só para evitar o processo de escolha?

O segundo efeito causado pelas muitas opções é que, quando conseguimos enfrentar essa paralisia e finalmente escolhemos um produto, acabamos nos sentindo menos satisfeitos com ele! Segundo a teoria de Schwarz, isso não aconteceria se tivéssemos menos opções. Além disso, se você tem muitas opções para escolher, sua expectativa sobe. Você se torna mais exigente e espera que, no fim, acabe escolhendo algo absurdamente incrível. Mas, na prática, são poucas as vezes em que você se sente incrível ao comprar o produto, não é? Pois essa insatisfação é culpa da expectativa alta gerada pela infinidade de opções e não pelo produto em si. Sabe onde está a armadilha? Quando nós tínhamos menos opções disponíveis, as surpresas positivas costumavam ser mais frequentes! Com nossas expectativas nas alturas – e o marketing também tem grande parcela de culpa nisso – fica cada vez mais difícil um produto nos deixar surpreendentemente felizes.

Se você for contabilizar o tempo que gasta em processos de decisão, desde as pequenas coisas, como o cardápio do almoço, até as decisões maiores, como qual carro comprar e onde passar as férias, vai se dar conta da dimensão que isso tomou nas vidas modernas. Diz a lenda que o próprio Steve Jobs estava sempre vestido com a mesma roupa porque não queria perder tempo tendo que decidir isso todos os dias. E essa é uma matemática simples: se gastamos tanto tempo decidindo coisas, sobra menos tempo para fazer as coisas que são realmente importantes para nós.Como Escolher? Steve Jobs

No e-commerce, essa confusão, paralisia e insatisfação podem tomar proporções ainda maiores, afinal, o mundo todo está ao alcance do nosso clique! Portanto, fazer boas escolhas se torna mais difícil, mas também mais importante.
Ter informações precisas e claras, além de opiniões especializadas, certamente ajudam qualquer consumidor a decidir e escolher melhor. Transparência, praticidade e personalização são palavras de ordem para criarmos relacionamentos mais felizes entre pessoas e produtos.

E você, o que você faz quando tem opções demais para escolher? Queremos saber sua resposta. Deixe um comentário!

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