Exit

Você pode não ter percebido ainda mas a máquina que movimenta as redes sociais é a câmera fotográfica do celular. É a curiosidade pelos registros compartilhados que nos faz checar as atualizações a cada minuto, é a ansiedade de ver as reações às nossas próprias fotos que nos mantém ligados. É através das fotos que hoje nós – millenials ou não – desejamos e nos fazemos desejar. Já é até difícil lembrar como era antes de termos a tecnologia na ponta dos dedos: como ficávamos sabendo da vida dos outros? Como fazíamos para mostrar algo aos amigos? Onde encontrávamos inspiração e novidades?

Neste palco feito de imagens e pessoas – mais ou menos reais – um tipo de fotografia se popularizou à medida em que os telefones se tornaram computadores e que criamos espaços para compartilhar imagens pessoais: as selfies.
Sim, nós sabemos que as selfies não são exatamente uma novidade (está aí o registro do beatle George Harrison lá em 1966) mas nunca elas foram tão importantes e poderosas. Não só poderosas como financeiramente rentáveis, segundo um artigo recente do The Guardian. Seja você do time que as faz ou do time que as detesta, não importa, é preciso reconhecer o fato de que as selfies são muito mais do que registros pessoais.

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A Selfie Economy

Por mais íntima ou narcisista que possa parecer uma foto tão aproximada, as selfies meticulosamente planejadas são parte fundamental da estratégia de bloggers e celebridades. Por isso mesmo, o poder mercadológico das selfies está se tornando surpreendente e ganhando até um nome especial, a “Selfie Economy”.

O crescimento em alguns mercados especiais está sugerindo esse movimento econômico, como o dos cosméticos e maquiagem. Analistas do setor apontam que celebridades como Kylie Jenner (fotos abaixo via Instagram) acabam impulsionando o consumo de batons. Além dos batons, uma nova linha de produtos para a pele, chamados HD makeup (maquiagem de alta definição), também surgiu nesta onda, prometendo refletir melhor a iluminação e, assim, sair melhor nas fotos.

KYLIE-SELFIE

De maneira um pouco mais drástica, as selfies estão sendo relacionadas até mesmo com cirurgias plásticas. Um estudo norte-americano afirmou que existe um aumento no número de pacientes que procuram cirurgias por estarem viciados no culto pela aparência nas redes sociais. Reconstrução e ajustes no nariz, queixo, pálpebras e implante de cabelos: tudo para sair melhor nas selfies.

E falando em smartphones, uma polêmica inclusive surgiu com o tratamento estético que um celular parecia aplicar automaticamente nas selfies tiradas. Mel Wells (imagem abaixo), uma blogger fitness, publicou em nas redes sociais suas fotos com seu Samsung novo e a reclamação de que as selfies saíam tratadas por um “filtro de beleza” que seria o modo default do aparelho neste tipo de foto. Sardas removidas, pele uniformizada seguindo um padrão clássico de como uma pessoa deve sair em uma selfie, o que deixou indignada a blogger e muitas outras mulheres. A Samsung se defendeu dizendo essa era um filtro opcional.

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Na mesma onda, a Microsoft lançou o Selfie, um aplicativo para iOS que utiliza inteligência artificial e reconhecimento facial para corrigir as selfies com base na idade, sexo e tom de pele dos fotografados. O usuário pode aumentar e diminuir a intensidade de correções como remoção de sinais de rugas, olheiras e outros traços indesejados. Hoje existem smartphones especiais para selfies e, indo mais além, um ranking bizarro de mortes causadas por selfies (segundo dizem, elas já são matam mais do que ataques de tubarão). Ou então obras de arte e peças históricas danificadas por alguém que “só” queria tirar uma bela selfie.

O poder do compartilhamento

Vale uma breve retrospectiva para nos ajudar a entender: nos primórdios, quem quisesse fazer um selfie corria o risco de errar o foco, a luz ou cortar sua própria cabeça e só descobrir isso tempos depois ao revelar o filme. Depois vieram as câmeras digitais que foram facilitando essa tarefa, já que era possível conferir o registro na hora e repetir até dar certo. Ainda assim, era precisa baixar a foto para um computador (depois, é claro, chegaram as com wifi) e… enviar por e-mail? Claro que não. Por isso é que a coisa ficou realmente interessante quando surgiram as redes sociais.

Dizem que o botão de Like do Facebook é o responsável pelo impulso automático no ego que muitos buscam com suas selfies. Mas tudo isso foi exponencialmente potencializado a partir do momento em que os telefones ganharam uma câmera frontal e conexão à internet. Então, na próxima vez que tirar uma selfie, faça uma pausa para lembrar do poder econômico e social que hoje vive no seu bolso e nas suas mãos! ;)

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