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*Post atualizado em Janeiro de 2017* As TVs 3D chegaram nas lojas brasileiras no começo da década com alarde. Foram destaque nas lojas e sonho de consumo de muitos. Porém, elas não chegaram a realmente tomar conta do mercado. Agora, poucos anos depois, algumas das principais fabricantes estão apostando menos na produção de TV 3D como principal diferencial.

O que acontece é que, na prática, as pessoas usam pouco a funcionalidade. O principal motivo é que há pouco conteúdo 3D disponível, mesmo com a tecnologia estando presente em boa parte dos modelos desde 2010. É possível comprar e alugar Blu-rays em 3D, mas tanto o catálogo de Blu-ray 3D quanto o de games 3D é bastante limitado.

Alguns canais da televisão à cabo haviam anunciado a produção de conteúdo em 3D, mas a pratica não só não se popularizou como muitos canais voltarem atrás. A maioria dos modelos 3D possui conversores de imagens 2D em 3D, porém o resultado dessa conversão não costuma ser bom, bastante longe do conteúdo 3D nativo.

Como funcionam as TVs 3D

A imagem 3D se forma quando a tela transmite imagens ligeiramente diferentes, de ângulos diferentes, para cada olho, fazendo com o que o cérebro humano entenda que a imagem tem volume – como no “mundo real”. Se você olhar para um objeto com apenas o olho direito e depois só com o olho esquerdo, é possível perceber que cada olho recebe uma imagem um pouco diferente o tempo todo. É imitando essa dinâmica de duas imagens diferentes para cada olho que é possível criar o efeito tridimensional.

Tipos de TVs 3D

Há dois tipos de TV 3D: as 3D ativo e as de 3D passivo. O ativo funciona com um óculos com bateria que se comunica com a TV através de bluetooth ou outra conexão sem fio. As lentes funcionam como persianas que abrem e fecham alternadamente em alta velocidade enquanto a tela transmite duas imagens diferentes no mesmo ritmo. O que acontece é: quando um olho vê uma imagem, o outro não vê nada. Depois, o olho que estava recebendo uma imagem tem a persiana fechada e a outra lente abre, enviando outra imagem para o outro olho. Essa alternância acontece extremamente rápido, de uma maneira que o cérebro não percebe e “cria” a imagem tridimensional.

Este tipo de 3D oferece alta qualidade de imagem, pois cada olho visualiza 1.080 linhas de imagem ao mesmo tempo. Além disso, ele permite que o telespectador assista à TV de diferentes ângulos, diferentes locais do ambiente, sem atrapalhar o efeito. Porém, a abertura de fechamentos das “persianas” pode gerar uma cintilação, com brilhos na imagem que podem tornar cansativo o uso do óculos durante períodos mais longos, causando cansaço na vista.

O 3D passivo usa um óculos sem bateria que possui “barreiras” horizontais em cada lente. Essas barreiras filtram parte de imagem transmitida pela TV para um olho e outras partes para o outro olho. Assim, a tela transmite uma imagem para cada uma das lentes dos óculos, de maneira intercalada. Esse modelo não causa cansaço na visão, mas há perda de brilho, contraste e qualidade em geral na imagem. Além disso, o efeito 3D é comprometido se o telespectador olhar a TV de cima ou de baixo, sendo ideal estar com a cabeça posicionada na altura da tela.

Os modelos com 3D ativo costumam ser um pouco mais caras. De qualquer maneira, não necessariamente o ativo é melhor que o passivo, depende de como a pessoa se adapta. O ideal é experimentar as duas tecnologias antes de comprar para ver qual é mais confortável para você.

Além desses dois tipos, há TVs 3D que permitem que se veja vídeos em 3D sem óculos. Porém, a tecnologia ainda engatinha e os modelos costumam ser caros.

LED ou Plasma?

A tela de plasma oferece uma melhor reprodução de imagens em 3D. Primeiro, porque elas não criam rastros ou fantasmas que alguns óculos com defeito podem criar. Depois, porque a profundidade de preto oferecido pelo plasma ajuda na qualidade da imagem 3D. Se ao comprar um televisor, sua prioridade é assistir conteúdo em 3D, aposte na tela de plasma. Se não, a tela de LED segue sendo a mais indicada por ser mais barata, mais resistente e por gastar menos energia.

Modelos em destaque:

LG - 42LF6400



Para quem tem espaço reduzido mas não quer abrir mão da experiência 3D, essa LG de 42 polegadas é uma opção confiável. Ela tem tela LED Full HD e o sistema de 3D é o ativo. Essa smart TV utiliza o sistema WebOS.

LG - 49UF8500



Crescendo um pouco em tamanho de tela, chegamos a essa Smart TV 3D LG de 49 polegadas. A tela LED é 4K e o sistema de 3D é o passivo, com 4 óculos incluídos. O modelo é bem interessante para os fãs de esportes pois a imagem tem alta velocidade de atualização.

Philips - 55PUG7100/78



Este modelo da Philips também é 4K mas tem tela de 55 polegadas. O sistema 3D é o passivo e vem com 4 óculos inclusos. Seu design também é bem interessante devido aos pés de apoio metalizados nas laterais.

O aparelho vem com quatro óculos 3D passivo leves e flexíveis. Além disso, o modelo funciona com o sistema operacional WebOS, considerado um dos mais rápidos e mais fáceis de usar do mercado.

LG - 65UG8700



Crescendo ainda mais no tamanho de tela, essa Smart TV LG tem 65 polegadas e tela LED 4K UHD. O sistema é 3D passivo e estão incluídos 4 óculos.

Samsung - UN78JS9500G



Esse modelo reúne o que tem de mais moderno no mercado: tela curva de nano cristal de 78 polegadas, com resolução 4K e imagens 3D. O nano cristal oferece cores mais ricas e sombras mais profundas e a tela escura, uma maior imersão no conteúdo e maior conforto visual – ambos enriquecem a experiência 3D. Além disso o modelo vem com um smart control, com touch pad, pointer e reconhecimento de voz.

3D vale a pena?

Atualmente, as TVs 3D são muito populares entre gamers que gostam de usar a tecnologia Dual Play. Ela possibilita que duas pessoas joguem ao mesmo tempo, utilizando os óculos 3D para ver diferentes imagens na tela inteira. As TVs 3D da LG, Samsung, e Phillips possuem essa tecnologia. Os aparelhos também fazem sucesso entre os cinéfilos que não perdem a oportunidade de ver grandes produções com os melhores efeitos possíveis em três dimensões.

No fim, o 3D virou mais uma funcionalidade da televisão, deixando de ser o principal motivo para a compra de um modelo. A maioria dos modelos, de nível intermediário para alto, transmitem imagem em 3D. Porém, um modelo com as características X sem 3D costuma ser mais barato que a versão com a tecnologia.

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